7.5.14

Robert Pattinson fala de humilhações, ódio de pappazari e amadurecimento

Robert Pattinson pode ser lembrado pelo resto da sua vida pelo papel do brilhante vampiro Edward de Crepúsculo, mas desde o fim da saga nos cinemas o ator está a ter uma nova direção na sua carreira, fazendo, por enquanto, somente filmes independentes, que até agora, têm entrado na seleção do prestigiado festival de Cannes: Cosmópolis, de 2012, Maps to the Stars, no qual contracena com Julianne Moore, e The Rover, com Guy Pearce, ambos deste ano. 

Numa entrevista à revista francesa Première, Pattinson falou sobre o seu amadurecimento e maior confiança como ator nessa fase pós-Crepúsculo, a sua relação conflituosa com os paparazzi e sobre o que espera para a sua carreira daqui para frente. 

Superação das humilhações 

Sobre a atual nova fase na sua carreira, o ator revela: “Acho que tenho mais confiança em mim mesmo e essas seleções de Cannes estão a ajudar muito. Depois de ser humilhado por anos por causa de Crepúsculo, o meu ego ficou um pouco magoado”. Comentando sobre a honra que é ser selecionado para o festival, Pattinson diz: “Por muito tempo, eu quis papéis sem realmente saber se poderia interpretá-los. Hoje, sinto que estou pronto para assumir os riscos e essas escolhas”. 

O ódio por papparazi 

Mas há muitos desafios nessa fase pós-Crepúsculo, já que Robert confessa ainda não conseguir lidar muito bem com o assédio dos paparazzi: “Antes, tinha vezes que eu ficava louco quando tiravam uma minha foto nas ruas. É diferente quando és homem, porque além da intrusão na sua vida privada, é também a sua masculinidade que é ridicularizada. Ficas cara a cara com pessoas que tiram fotos suas sem se preocupar com nada, e não pode fazes quanto a isso”. E confessa: “Havia momentos que eu literalmente queria matá-los. [Mas] acalmei desde então. Bem, pelo menos eu acho que sim, mas pode ser só porque está mais raro”. 

Se tudo der errado, Crepúsculo ainda dá dinheiro 

Robert Pattinson na capa da Première de maio, revista para a qual deu esta entrevista.
No fim da entrevista, o ator refletiu sobre os passos que quer dar na sua carreira, dedicando-se a filmes independentes, sem precisar necessariamente intercalá-los com a atuação em blockbusters: “O público não liga se fazes um filme ‘grande’ ou ‘pequeno’. As pessoas só querem te ver num bom filme”. Mas ele admite que essa escolha pode trazer problemas financeiros no futuro: “Não há regras [em Hollywood]. Tudo pode ruir a qualquer momento. A vantagem, se isso acontecer comigo, é que eu posso sempre ganhar umas centenas de dólares a assinar autógrafos em convenções de Crepúsculo”, disse entre risadas. 

Voltando a falar de Cannes, o ator conclui: “Estou muito animado sobre voltar ao festival. Eu adoraria se todos os meus filmes fossem selecionados. Por enquanto, os últimos três filmes que fiz desde o fim de Crepúsculo foram. E eu farei tudo o que posso para manter esse objetivo”. 

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