19.8.13

Fanfiction "Live without Life" - 27º Capitulo

Olá boa noite a todos!

Hoje temos novo capítulo de "Live without Life", a continuação da fanfic "Blue Moon" de Tânia Dias. 
Irá ser postada também as Segunda-Feiras, por volta das 21h00.

TÂNIA POV 

Sentia-me horrível pelo que fiz a Nessie, mas ela estava a sofrer muito… Olhei por cima da cabeça do Ricardo para o Alec, suspirei e voltei a olhar para a frente. Passei a mão levemente sobre os lábios, como queria que os meus sonhos fossem reais. Aqueles olhos agora num dourado liquido, aquele cabelo… O corpo!
Voltei a passar os dedos pelos lábios, quase conseguia sentir a frieza dos seus lábios contra os meus.

- Tânia anda. – Desci a este planeta e levantei os olhos, já quase toda a gente tinha saído da sala.

- Sim vou já. – Arrumei as coisas rapidamente, levantei-me e sai ao lado do Alec. Um pouco envergonhada por estar a pensar nele com ele a minha beira. Tínhamos um furo a seguir, enquanto os outros todos (família) iam ter aulas. Até estou contente com isso, significa tempo com o Alec, a única desvantagem que pode haver é estarmos a sós.
Fomos caminhando em silêncio, um silêncio confortável, quando dei por mim estávamos a andar pelo sítio onde tive o primeiro sonho… Tremi ao lembrar-me do toque dele na minha bochecha, ele virou os olhos para mim curioso.

- Não é nada. – Sussurrei, ele voltou a olhar para a frente. Só de olhar para o seu rosto a minha respiração falhava. Ele estava inquieto. – Que foi?

- Nada, espera aqui por mim, eu já volto. – Disse e desapareceu deixando-me ali sozinha. O meu coração ficou apertado, fiquei com a sensação que não ia gostar do que estava para acontecer. Fui até ao sítio onde no meu sonho ele tinha dado um murro à parede, passei a mão pelo local.

- Ele já está a demorar muito. – Resmunguei, sentando-me no banco mais próximo. Sentia-me fria sem o calor do Alec aqui. De repente o meu coração ficou todo apertadinho, como se estivesse a ser espalmado, depois partiu-se em mil pedacinhos minúsculos. Levantei-me enquanto respirava com dificuldade e corri para o sítio que sabia que ele estava. Camuflei-me ficando invisível, arfei quando com aquilo que vi. O Alec, o meu anjo, beijava outra. Aquela vadia da Meredithe passava as mãos pelo cabelo dele, já ele tinha as mãos a descansar na cintura dela.
Queria parti-lhe o pescoço, despedaçá-la muito lentamente, fazê-la gritar de dor por estar a tocar-lhe. Mas ainda queria bater mais no Alec!
Desapareci dali sem dizer uma palavra, e com os punhos bem cerrados para não fazer nada que me pudesse vir a arrepender. Ignorei a dor física que sentia, ignorei as lágrimas que ardiam nos meus olhos, a única coisa que importava era que ele escolheu outra, simplesmente vou ignorar tudo.
Olhei para o relógio do meu pulso e falta pouco para a aula, pensei. Segui para o meu cacifo, deixei as minhas coisas e segui apenas com os livros necessário para a próxima aula. Respirei fundo e entrei, sentei-me na minha mesa habitual e coloquei os phones nos ouvidos. Soube quem entrou na sala sem ter precisado de levantar os olhos. As minhas mãos formaram dois punhos debaixo da mesa, e fechei o maxilar com força. As minhas mãos apertaram-se com mais força. Tirei os phones e não disse nada, para minha sorte o sector entrou com uma grande televisão em cima de um suporte com rodas.
Guardei as coisas dentro da pasta para depois puder sair mais rapidamente, e apoiei os cotovelos na mesa e pousei a cabeça nas mãos. Quando as luzes se apagaram eu conseguia ver os fiozinhos que me queriam aproximar do Alec, com uma mão imaginária amarrei-os bem a mim, e respirei fundo concentrando-me apenas no ódio.
Peguei na minha pasta que estava mais leve que o costume apenas com dois livro e um estojo. Sem esperar por ninguém segui para a cantina, comprei uma cola e sentei-me a beira da nossa família. A Alice olhou para mim e eu mandei-a estar calada com um olhar. Abri o meu sumo e bebi em silêncio, passado um tempo o Alec chegou e sentou-se a minha beira, sorrindo para toda a gente. Apertei os dedos à volta do sumo e discretamente afastei-me o mais possível dele.

- Corajosa. – Ouvi o Jasper murmurar antes de sentir o cheiro humano muito perto da nossa mesa. Contraí os músculos. Vi a Alice a regalar os olhos com a visão que teve. Virei-me para ver quem era.

- Olá família! – Ouvi a odiosa da voz da Meredithe. Família? Pegou numa cadeira sentando-se à nossa mesa. Apertei os dedos em redor da minha lata.

- Olá amor. – Falou o Alec dando-lhe um beijo na boca. Dobrei a lata em duas com a mão, fuzilei a parede com o olhar contendo a vontade de queimar tudo e todos. Senti uma raiva tão grande do mundo… Rosnei baixinho e toda a gente olhou para mim. Levantei-me e saí.

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Para a semana há mais!

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