29.7.13

Fanfiction "Live without Life" - 24º Capitulo

Olá boa noite a todos!

Hoje temos novo capítulo de "Live without Life", a continuação da fanfic "Blue Moon" de Tânia Dias. 
Irá ser postada também as Segunda-Feiras, por volta das 21h00.


TÂNIA POV 

Não falamos a manha toda, a hora do almoço foi mais difícil. Sentamo-nos na mesa habitual, passei uma mão pelo meu cabelo, e pousei a cabeça por cima dos braços. Ouvi uma cena que não gostei, levantei-me e sem dizer nada saí. Segui o som das vozes, deparei-me com uma cena lamentável. Dois rapazes batiam, num rapaz que dava para notar que era mais novo que ele. Tossi para que notassem que estava aqui.

- Porque não se metem com alguém do vosso tamanho? – Perguntei cruzando os braços.

- Vai-te embora miúda. – Resmungou um deles.

- Claro. – Avancei até o miúdo que estava no chão cheio de sangue, e ajudei-o a levantar-se. Passei o braço dele por cima dos meus ombros e ajudei-o a andar. Os outros dois puseram-se a nossa frente.

- Larga-o, vai-te embora e esquece o que viste. – Disse um deles, não estava com trabalho a distingui-los.

- E se saíssem da frente?

- Não te queres meter connosco. – Aquilo foi a gota de água, encostei o rapaz a parede e enfrentei aqueles dois que já me estavam a dar nervos.

- Vocês não se querem meter comigo. – Falei devagar.

- E o que é que nos vais fazer? Gritar até a morte? Ou arranhar-nos? – Perguntou um dele rindo-se. A minha visão ficou vermelha.

- Tenho fama de arrancar cabeça, não custa juntar mais dois a lista. – Sorri mostrando os dentes. Virei costas para voltar a pegar no moço, e uma mão agarrou-me o braço.

- Não lhe toques, saí daqui.

- Tira a pata ou ficas sem ela. – Ameacei. Retirei a pata dele do meu braço. Senti outra mão puxar-me para trás, e dei-lhe um soco. – Eu disse tira a pata. – Uma mão agarrou-me o cabelo e puxou-o.

- Mandamos-te ir embora. – Falou o mais alto. E senti uma dor aguda no um braço, olhei e tinha um corte. Com uma cotovelada livrei-me da mão que estava no meu cabelo. O outro prendeu-me contra a parede, enquanto o mais alto recuperava das dores que lhe causei. Encostou-me uma faca ao pescoço e eu congelei, de medo.

- Podíamos nos divertir… - Falou passando a mão pelo meu corpo, tremi mas não foi de prazer.

- Larga-a. – Ouvi um rosnado, e olhei para ver de onde vinha. Foi então que o vi, o meu anjo. Parado a uns metros de nós, com os punhos cerrados ao lado do corpo e um olhar furioso. Fê-los cair inertes no chão, até ao rapaz que eu tinha salvado. Fui até esse rapaz e curei-o, ele vai pensar que caiu, bateu com a cabeça e não se lembra de mais nada.

- Dá-lhes todos os sentidos menos a visão. – Disse. Mal acabei de falar mandei-lhe dois pontapés com tanta força que eles voaram no ar. – Só se vão recordar que se meteram comigo e que vos dei uma tareia. – Sussurrei. Olhei para o Alec. – Obrigado.

- Tânia! – Ouvi-o chamar-me quando comecei a minha corrida, fui até um lugar onde podia estar sozinha, o rio. Cheguei lá, descalcei-me, tirei as calças e a camisola. Fiquei só de roupa interior.
Saltei para a água. Ainda conseguia sentir as mãos daquele otário no meu corpo. Sai de dentro de água e sentei-me encostada a uma árvore, à espera que o contacto com os elementos levasse embora aquela recordação. Dobrei as pernas, rodeei-as com os meus braços e escondi lá a cabeça. Comecei a soluçar. Fechei os olhos.
Ouvi uns passos e abri os olhos, e pus-me em pé com medo que fosse aquele rapaz. Então apareceu o Alec. Ele parou quando me viu, olhei para baixo, ah pois só tenho roupa interior, mas não me importo. Ele avaliava-me de cima a baixo. Corei, e encostei-me à parede, olhei para baixo.
Quando voltei a olhar para a frente ele estava a minha frente, eu abracei-o. Passei os lábios pelo pescoço dele. Mas nem assim conseguia apagar aquele toque da minha mente.

- Vais-me descontrolar. – Sussurrou ao meu ouvido.

- Descontrola-te. – Murmurei, mordendo a sua orelha, o que foi a gota de água. Ele afastou-me dele, pegou na minha cara e encostou os seus lábios aos meus. Encostei-o à árvore passando as minhas mãos pelos seus cabelos, ele passava as mãos pelas minhas costas. Girou-nos, ficando eu com as costas encostadas a árvore, passei as pernas pela cintura dele. As suas mãos voaram para o meu traseiro, aproximando-me mais dele. Pus as mãos debaixo da camisa dele, passeando as mãos pela barriga e os abdominais dele.
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Para a semana há mais!

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