3.6.13

Fanfiction "Live without Life" - 16º Capitulo

Olá boa noite a todos!

Hoje temos novo capítulo de "Live without Life", a continuação da fanfic "Blue Moon" de Tânia Dias. 
Irá ser postada também as Segunda-Feiras, por volta das 21h00.


TÂNIA POV 

Adormeci no carro, encostada ao meu irmão, aposto que ele também, somos mesmo irmãos. Não sei nem quero saber quem é que me trouxe para o quarto, muito menos quem é que me vestiu o pijama, agora só quero mesmo dormir. Enrolei-me mais nos meus cobertores e adormeci imediatamente. Acordei e era de manha cedo, levantei-me e fui tomar banho, peguei numa roupa confortável, mas bonita, e calcei pela primeira vez desde que sou vampira, uns ténis.
Penteei o cabelo que estava mais emaranhado do que o costume, e pus o colar que simbolizava que sou vampira. Sai do quarto e cruzei-me com o Ian. Dei-lhe um beijo na bochecha.

- Então mano? – Disse abraçando-o passei a mão por baixo dos olhos deles.

- Estou cansado. – Murmurou. De mãos dadas descemos as escadas e sentamo-nos no sofá, mais tarde convidá-lo-ia para ir caçar comigo. Ele deitou-se no sofá com a cabeça nas minhas pernas. Instantaneamente comecei a passar os meus dedos pelo seu cabelo.

- Bom dia! – Disse.

- Bom dia. – Disseram todos. Foquei-me num ponto na parede enquanto passava as mãos pelos cabelos do Ian, senti a respiração dele alterar-se, adormeceu. Hum…não tenho nada para fazer… Estava absorta nos meus pensamentos que não senti o Ian a acordar, a sair do meu colo. Só me apercebi quando levei com algo na cabeça.

- FOD…GO – Falei levantando-me num pulo. Comecei a correr atrás do meu irmão, mas só o apanhei a meio da floresta. – Há maneiras mais fáceis de me trazeres até a floresta. – Falei dando-lhe um soco leve no estômago antes de lhe soltar os braços.

- Mas esta foi a mais divertido. – Disse entre risadas, empurrando-me para o chão. Caímos os dois. Revirei os olhos e ri-me também.

- Momento de irmãos. – Dissemos e rimo-nos como antigamente. Sentei-me encostada a uma das árvores.

- Conta lá, maninha. – Não vem aí coisa boa. – Que história é essa do Alec agora dormir? E Contigo?

- Ele não dorme, eu, é que o pus a dormir. – Disse. – E ele dormiu comigo porque eu lhe pedi.

- E porque?

- Porque me apeteceu, não fizemos nada de mal. Estás outra vez com ciúmes?

- Não, já te disse, não gosto dele. E tu deitada na cama, indefesa, com ele não me agrada.

- Não é suposto agradar, é suposto agradar-me a mim. – Um pequeno sorriso apareceu nos meus lábios, mas logo desapareceu.

- Gostas dele? – Olhei para ele com uma cara de quem está a ficar tolo.

- O que é que andas a tomar? Claro que não.

- Eu tento acreditar no que tu dizes. – Disse sinceramente. – Mas a maneira como olhas para ele…

- Olho para ele de maneira normal Ian. – Falei, pelo menos acho eu.


- Desta vez não estou a fazer filmes, nem é ciúmes. – Falou, serio. – Os teus olhos brilham quando estás com ele, ficas… diferente.

- Estás a imaginar coisas. – Disse tentando convencer-me ao mesmo tempo disso. Eu já não estava a olhar para ele, mas sim para o céu, ele pegou no meu queixo e obrigou-me a olhar para ele.

- Eu não gosto dele, tu sabes disso. Mas estás acima de tudo, eu vou mais depressa apoiar-te do que discutir contigo. Só quero saber a verdade. – Tirei a mão dele do meu queixo mas continuei a encará-lo.

- Ian Alexander Salvatore, estou-te a dizer que não gosto dele, sem ser como amigo. Se os meus olhos brilham a culpa não é minha, é deles. – Ri-me. – E quanto aos outros aspectos o Alec faz-me lembrar-te.

- Eu não sou como ele. – Praticamente rosnou.

- Calma, ele lembra-me de ti, porque em termos psicológicos são praticamente iguais, ciumentos, protectores, o que me irrita mas tanto com um como com o outro eu sinto-me segura.

- Sentes-te segura com ele?

- Desde o episódio do pesadelo. – Afirmei. Lembrei-me dos braços dele à minha volta, e os todos os pelinhos do meu corpo ficaram em pé.

- Ele não parece, te querer magoar. – Disse mais para ele do que para mim.

- Se quisesse porque nos teria salvado? – Nunca me saiu da cabeça ele nos ter salvado.

- Continuo a achar que ele apenas se quer aproveitar de ti.

- E porque raio quereria isso? E como conseguiria?

- Não sei como conseguiria, a não ser que tu o deixasses. E porque se quereria aproveitar de ti? Simples, já te viste por ti abaixo?

- Já, e não é nada de especial. – Ele resfolgou, tipo cavalo, o que me fez rir ligeiramente.

- Tu és perfeita. – Eu ia falar mas ele continuou. – Deixa-me acabar. És alta, tens um corpo, elegante, perfeitamente musculada, uns olhos perfeitos, para abreviar um rosto esbelto e perfeito. E um cabelo maravilhoso. Queres que continue?

- Não já disseste mentiras de mais. Nós podemos ser gémeos, mas tu és perfeito, enquanto eu de perfeita não tenho nada. – Ele revirou os olhos.

- Somos idênticos, se eu fosse perfeito tu também eras.

- Enganaste-te na colocação de um dos verbos.

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Para a semana há mais!

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