Prontos para o 3º capítulo da fanfiction Déja-vu? Espero bem que sim, porque aqui está ele!
Boa leitura e comentem! :)
3. A medicina da vida
- Foram muitos dias assim, a assistir a esse tipo de coisas macabras e que talvez, para ti, tenham um significado assustador. Eu sentia e ainda sinto, que não era o meu lugar. Eu não servia para aquele tipo de vida. Não servia para matar pessoas, humanos. Nunca servi e nunca servirei. – Exclamei, nervoso, a relembrar tudo aquilo pelo que passara há uma série de décadas. – E por essa mesma razão, após mais alguns dias de me ter apercebido de tal facto – eu não era feito para aquilo -, falei com o Aro para saber se havia a possibilidade de os abandonar. E assim fiz. Fui-me embora. Não tinha para onde ir, nem com quem conviver, visto que me recusava a estar longe dos humanos e a tentar um género de vida solitária. Foi então que me lembrei que já haviam passado alguns anos após a morte do meu pai – havia-o lido num jornal que tinha encontrado no meio da rua – e decidi fazer mais uma longa viagem até à minha terra natal. Entrei em casa, já algo destruída, geralmente, como uma casa abandonada. Percorri os corredores e os dois pisos, até que encontrei o que encontrava: o cofre do meu pai. Era ali, pelo menos daquilo que eu me lembrava, que o meu pai guardava as poupanças que serviriam para uma bolsa na faculdade. Aquele dinheiro tinha um objectivo, e eu cumpri-o. Inseri o código e guardei o dinheiro todo. Era suficiente para conseguir um apartamento só meu, durante uns tempos, e uma bolsa de estudos. Depois, mudei a roupa que usava desde a data em que fui transformado e saí novamente de casa. Se pudesse, ficaria por ali. Nada me deixaria mais feliz, confesso. Mas não o poderia fazer. Pessoas, ainda vivas, reconhecer-me-iam e ficariam deveras surpreendidas pelo facto, não só, de eu me encontrar vivo, mas também de estar completamente igual, sem mudar e sem avançar quer em termos de aparência, quer de idade. Lembro-me perfeitamente que foi a primeira vez que senti aquilo que os vampiros sentem, hoje em dia. Os meus olhos ardiam e estavam ligeiramente vermelhos, mas eu não conseguia chorar. As lágrimas não caíam, por uma razão que apenas me apercebi quando entrei na faculdade e comecei a estudar Medicina. Antes de ter os meus estudos e o meu futuro garantidos, vagueei, já de aspecto apresentável, pelas ruas, até que acabei por encontrar um apartamento no centro da cidade. Seria só para mim, e por uns tempos, servindo perfeitamente. A minha rotina diária resumia-se a: ir às aulas, caçar – caçava muito frequentemente por motivos de segurança, assegurando-me, assim, que estava perfeitamente seguro e controlado, e nunca magoaria um humano, e também para não dar a entender a mudança da minha cor de olhos, que na altura já eram dourados. – e ir para casa, para estudar e fazer os trabalhos de casa. Assim que terminei os quatro anos da universidade, dirigi-me ao hospital de Seattle, mostrando o meu currículo e demonstrando a minha capacidade médica de fazer aquilo que eu gostava, e de imediato fui admitido. Vários anos se passaram e a paixão que eu nutria pelo meu trabalho ia crescendo. Sentia-me bem a ajudar pessoas, a fazer o contrário do objectivo pelo qual eu tinha sido criado.
Reneesme reprimiu um sorriso.
Quinta-feira há mais! :)
Comentem!





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Robert Pattinson troca o seu sotaque Britânico da vida-real por um sotaque Americano , qual vocês preferem?








































































