30.11.10

Fanfiction Déja-vu - 1º Capítulo

Boa noite, pessoal!
Peço desculpa por só estar a postar agora, mas aqui fica o primeiro capítulo da fanfiction Déja-vu!
Boa leitura e não se esqueçam de deixar um comentário!


1. Carlisle

- Já está. – Murmurei quando acabei de acender a lareira, para nos deixar mais confortáveis, virando-me para Reneesme, já sentada numa das cadeiras que contemplava o meu escritório.
Reneesme sorriu.
Pelo que podia ver estava um pouco assustada com a ideia de saber toda a minha história. Ora, eu tinha que admitir que não era propriamente uma história para criancinhas, mas tinha a certeza que ela compreenderia perfeitamente, visto que já tinha mentalidade de uma criança de nove anos.
Avancei até à poltrona que se encontrava à sua frente e sentei-me, fitando-a.
Depois, abri a boca e deixei a minha história fluir:
- Nasci em 1640 e era o único filho de um pastor anglicano. A minha mãe havia morrido ao dar-me à luz. O meu pai acreditava na verdadeira existência do mal e conduzia várias caças a bruxas, lobisomens… e aos vampiros. Como é óbvio, na altura, eu não acreditava numa única palavra que ele referia acerca disso. Até acabar por envelhecer e encarregar-me de fazer o seu trabalho. Ao inicio, fui uma desilusão. Não sabia por onde começar nem o que fazer. Mas pelo que dizem, eu era mais esperto que o meu pai e acabei por descobrir um verdadeiro grupo de vampiros, escondidos, nos esgotos da cidade, saindo apenas à noite para caçar. Na altura, era assim que muitos viviam. E então, juntamo-nos todos com forquilhas e archotes e ficamos à espera onde os tinha visto. – Soltei uma pequena gargalhada irónica. – Após alguns minutos, um deles acabou por aparecer. Não era novo e pelo que podia ver, estava com fome. Ouvi-o a chamar os outros, em latim, quando sentiu o nosso odor. Corremos ao longo das ruas, atrás dele, e ele poderia ter-nos escapado facilmente, mas, ao invés disso, virou-se e atacou-me em primeiro lugar, matou dois dos meus homens e levou um consigo, deixando-me a sangrar no meio da rua. Eu sabia o que o meu pai teria feito. Teria queimado tudo aquilo que havia sido contaminado, mas eu agi instintivamente para salvar a minha própria vida, afastando-me do beco e arrastando-me até a uma cave, onde me enterrei em batatas putrefactas, onde permaneci durante três dias. Foi difícil ter conseguido manter-me em silêncio e não ser descoberto. Então, percebi no que me tinha tornado. Eu tinha apenas 25 anos, o meu aspecto tinha mudado imenso e sentia o que nunca tinha sentido anteriormente: sede de sangue.
Reneesme estremeceu.
Sorri-lhe, na expectativa de a reconfortar.
Era difícil relembrar tudo aquilo, mas continuei:
- Quando percebi naquilo em que me tornara, fiquei revoltado, chegando a tentar destruir-me a mim mesmo, mas acabei por descobrir que não era uma tarefa fácil. Saltei de sítios elevados, tentei afogar-me no mar… enfim. Nem eu próprio sei como consegui aguentar tanto tempo sem me alimentar, principalmente quando ainda era tão inexperiente. Acabei por ficar fraco com tanta fome. Mantinha-me o mais longe possível da população. Durante vários meses, vagueei durante a noite, procurando lugares isolados. Mas algo mudou… passadas algumas noites, uma manada de gamos selvagens passou pelo meu esconderijo. Eu estava tão louco de sede que os ataquei sem pensar. Fiquei novamente forte, e foi aí que me apercebi de que tinha uma oportunidade de viver sem matar inocentes. Eu poderia adoptar uma alimentação “vegetariana” como dizemos, hoje em dia.
Reneesme estava algo absorta nos seus pensamentos, olhando para mim chocada. Talvez a perguntar-se como poderia eu ter passado por tanto.

Quinta-feira há mais :)
Por favor, comentem!!

6 comentários:

rucob disse...

adoreiii
esta um maximo
continua assim , ansioso por mais xD

Anónimo disse...

:) Este história promete... :) Fico à espera de mais!

Jo disse...

Fico à espera do resto porque isto promete ;D

Elita disse...

obrigada :)

Marta disse...

muito bem :D

Elita disse...

obrigada martinha (L