21.3.10

Fanfiction por David Ruah - Trovão Mortal

Boa noite pessoal!

Mais um excerto da fanfiction Trovão Mortal. Boa leitura!


Os deuses encontravam-se dispostos horizontalmente como estátuas de mármore prontas a quebrar. Esperava-os mais frios, distantes e fracturados entre si, mas isso era apenas mais uma ilusão. Aqueles 8 semi-deuses, constituíam uma irmandade única e poderosa, mas por mais que a palavra me soasse mal aqueles vampiros pareciam-se como uma família materialista, cheia de interesses terrenos e preocupações banais mas o mais estranho é que realmente se comportavam não como um clã, mas como que se ligados por fios de sangue. Olhei mais atentamente, a linha recta porque estavam dispostos era obviamente formada pelos seus interesses pessoais e familiares. Todos eles eram parceiros, o primeiro dos vampiros era alto, tronchudo e indestrutível como rocha nua, por breves momentos pareceu-me lembrar o inquebrável Demetri, a seu lado estava uma mulher cuja beleza nunca imaginara ter a honra de conhecer, era loira com longos cabelos até as costas e o seu olhar penetrante parecia colocar a minha postura arrogante a km de distância. O outro casal de vampiros era composto por uma mulher com um olhar doce e que corpo não parecia estar preparado para travar qualquer batalha que fosse e a seu lado estava um homem loiro com aparência matura mas embelezada por cabelos loiros e cujo corpo estava esculpido admiravelmente, do outro lado estava um rapaz com cabelo meio-bronze e como sua parceira uma frágil e pequena vampira que parecia não ter força suficiente para magoar ninguém. Por fim, mais juntos que qualquer outro casal, uma dupla de vampiros: a rapariga, branca como cal, beleza impressionável, silhueta perfeita, postura meiga e olhos curiosos, a seu lado como a protege-la de alguma fera maligna estava um rapaz estranho que me assustou mais que qualquer outro vampiro ali presente. Alguns séculos atrás descobrira que além de controlar o clima conseguia criar uma barreira psíquica que me protegia de qualquer espécie de ataques frontais à minha mente. A primeira vez que coloquei em prática essa barreira foi contra um castigo imposto por Jane, mal ela me atacou ergui todas as minhas barreiras, mas essas barreiras foram quebradas como vidro frágil. Percebi logo de inicio que esse meu dom era inevitável contra a dor fervente de Jane, mas fui aperfeiçoando-o aos poucos e poucos e dons como telepatia eram facilmente contrariados. Senti logo o ataque vertente daquele vampiro à minha mente e contrariei-o como água simples e natural. Vi a expressão e reacção do vampiro ao meu dom e a cara dele parecia confusa, e a confusão passou à frustração. Falei na minha postura arrogante:

- Irmãos, que vem a ser isto!? Protegem humanos!?
Foi o loiro e mais maturo de todos que falou:

- Mesmo que sejamos contra a morte de humanos, o que tentaste atacar está longe de ser uma humana.
Procurei a presença da rapariga que deu cabo da minha mente, nem sinal dela. Nem dela nem dos lobos, passei á resposta frontal e firme:

- Então o que era aquilo!? E peçam ao rapaz para deixar de tentar penetrar na minha mente, é totalmente desnecessário.
Senti o impacto da minha frase seguro no ar e a resposta do vampiro loiro não deu margem para dúvidas:

- “Aquilo” era uma meia humana, meia vampira chama-se Nessie e faz parte da nossa família. É filha do “rapaz” que está a tentar ler-te os pensamentos. E tu quem és, e o que estás a fazer nas nossas terras, ameaçando e atacando os nossos familiares !?

- Quem eu sou!? Durante os séculos tive tantos nomes, já me chamaram Deus, já me chamaram Humano, já me chamaram Vampiro, mas essencialmente o meu nome é Leonard Volturi e estou aqui a pedido de Aro para levar Nessie.

A minha capacidade de mentira improvisada impressionou-me a mim mesmo e esperei que a frase se espalhasse sobre o sistema nervoso destes vampiros, não levou muito tempo. Os vampiros assumiram poses de combate, outros de medo, alguns de firmeza mas todos com a mesma expressão de temor e terror. Ouvi o mais tronchudo dos vampiros a correr para mim e a imagem de que mais me lembro foi dos raios a atravessarem-se sobre o seu corpo (…)

Para a semana há mais! :)