15.6.09

Fanfiction de Carlisle Cullen por Jéssica Rocha (parte3)

(...)

Ao perceber a confusão e o desintendimento visíveis em meu rosto ele me explicou:

- Seria melhor se ela te dissesse, mas vejo a sua tortura por tentar encontrar um motivo para que ela quisesse morrer. Seu filho,pelo que vejo em seus pensamentos distorcidos é que ele morreu, após alguns dias de vida. Carlisle, ele era tudo o que ela tinha na vida e essa perda a desestruturou completamente, a ponto da vida não lhe fazer mais nenhum sentido.

Durante todo o tempo restante da transformação fiquei sentado a seu lado, ouvindo ela gritar e se contorcer de dor. Edward ficou sempre a meu lado me apoiando e me consolando quando a possibilidade da rejeição tomava conta de mim. Em um determinado momento lhe contei no que ela estava se tranformando e pedi desculpas pelo que a havia lhe feito.

A estava olhando quando seus olhos se abriram e foram em direção aos meus. Para o meu alívio a sua primeira reação a me ver foi sorrir, um sorriso que até hoje guardo na memória com rigor em detalhes. Era a perfeita visão de um anjo, apesar de seus olhos serem de um vermelho rubi demoníaco. Ela continuava a me fitar de um jeito que até então, nunca ninguém a havia feito, somente algum tempo depois eu saberia o porque.

Novamente lhe contei que agora ela era uma vampira e desta vez me apresentei, ela permaneceu em silêncio o sorriso havia desaparecido de seus lábios, o seu olhar estava baixo e suas mãos voaram para o seu ventre.

-O que está acontecendo comigo?- por pequenos instantes de um segundo fiquei maravilhado com o doce tom de sua voz, não entendi imediatamente a sua pergunta mas a sua mão que apontava para seus próprios olhos me fizeram entender. Ela queria saber porque não conseguia chorar. Instintivamente me aproximei dela e a abracei, fiquei feliz ao ver que ela não me repeliu, afinal eu era um desconhecido a abraçando.

-Tudo vai ficar bem,- eu a disse, tentando consolá-la- mas algumas demonstrações de emoções como chorar, literalmente, por exemplo não será mais possível. Mas você pode sorrir- eu a disse olhando em seus olhos que brilhavam e mesmo sendo de um profundo vermelho eram lindos, seu rosto se iluminou e para minha surpresa ela voltou a sorrir.

Ela havia ficado muito mais linda do que quando ainda era humana: agora ela tinha o mesmo tom pálido de pele que Edward e eu possuiamos, o seu rosto ainda tinha o mesmo lindo formato de coração de antes, mas agora exibia uma estonteante perfeição. Seus cabelos exibiam os mesmos cachos macios e caramelados de antes, mas agora tinha um brilho iluminante. Discretamente desviei os meus olhos para o seu corpo, ela tinha a mesma estatura pequena, mais esbelta de quando ainda era humana.

Os dias se passaram expliquei tudo o que ela precisava saber de ser um vampiro e ela continuou a me surpreender aceitando tudo naturalmente, inclusive a nossa alimentação.

Ela parecia feliz, apesar da tristeza da perda de seu único filho que nunca seria superada.

Ela me disse seu nome. Esme era o nome da vampira angelical que eu amava.

Ao conhecer Edward Esme ficou encantada e sorriu o sorriso mais lindo que uma mulher pode dar: o sorriso maternal cheio de amor. O carinho que ela demonstrava por Edward era recíproco, Edward também sentia por ela um carinho especial.

Com o tempo ela contou para nós o que se lembrava de sua vida e o tempo também lhe encorajou a me demonstrar o que ela também sentia por mim desde o primeiro segundo em que me viu: ESME ME AMAVA TANTO QUANTO EU A AMAVA. Desde a primeira vez que a vi só tive uma certeza em relação a minha existência: HAVIA ENCONTRADO A LUZ DA MINHA ETERNA EXISTÊNCIA E A ETERNIDADE AGORA TINHA OUTRO SIGNIFICADO, TODO O TEMPO DO MUNDO NUNCA SE É O BASTANTE AO LADO DA PESSOA AMADA.

BY JÉSSICA ROCHA

2 comentários:

Camila disse...

Lindo, parabéns

Srtª Nina disse...

Ameiiiii,parabens msm